segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Incógnita


Oh,louco que me enlouquece
amo-te ou odeio-te?
eis a dúvida que me enraivece;

Contudo se te vejo,

o meu sorriso enlarguece

o meu coração amansa

e essa dúvida fenece.

Oh,cruel ironia

que sobre mim resplandece

te rogo,faço uma prece

inútil,pois meu corpo

vingando-se por tantos outros

a mim desobedece;

E quando tudo se faz belo

e tendo a crer em suas promessas

ele logo desaparece

para com pouco voltar, se fazendo  inocente

do quanto essas idas e vindas me aborrece;

Dessa vez eu falo tudo

da distância que entristece

mas depois do primeiro beijo

ele faz e acontece;

Dessa vez eu ponho um fim

sofrer não mais me apetece

mas é olhar praquele sorriso

e o meu corpo se estremece;

Talvez seja o olhar de abandono feminino

junto ao cheiro do perfume

aquele que me entontece

que já na hora de dar um basta

a minha voz emudece;

Será ele um invertido?

meu dilema se enaltece

atributos não lhe faltam

mas mulher não lhe carece;

Nossos corpos se desejam

o seu toque  embevece

e com isso aprendi algo

que de ser mulher me enobrece;

É que o homem quando deseja

o vocabulário enriquece

porém se já satisfeito

de tudo aquilo que foi dito

e um pouco mais se esquece.

Este por sua vez não se aferra a sentimento piegas

ao menos é o que parece

declarar só se for guerra,

ao dono desse coração

por quem o meu padece.

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